À medida que a indústria de iGaming avança para mercados novos e cada vez mais complexos, os desafios em cibersegurança, regulamentação e privacidade de dados se tornam mais críticos do que nunca. Em entrevista à SiGMA, Phuong Ha, Diretor Regional de Desenvolvimento de Negócios do ECQ Group, compartilhou sua visão sobre como os operadores de iGaming podem expandir seus negócios de forma responsável, especialmente na Ásia, gerenciando riscos e construindo confiança.
Estratégia de cibersegurança no iGaming como prioridade central de negócios
Em regiões onde a regulamentação ainda está em evolução e a confiança precisa ser conquistada, a segurança é a base de tudo. “Alguns dos nossos clientes consideram a cibersegurança ainda mais importante do que os bancos”, afirmou Ha. “Eles investem muito mais porque precisam proteger não apenas o dinheiro, mas também a privacidade dos clientes e a integridade dos dados.”
Para os operadores de iGaming, sobretudo os que atuam em serviços de pagamento e plataformas, Ha destacou três preocupações principais: regulamentação, conformidade e privacidade de dados. “Trata-se de proteger as informações dos clientes e conquistar a confiança, tanto dos governos quanto dos jogadores”, completou.
Esse nível de segurança vai além do uso de firewalls. “Recomendamos análises tanto on-chain quanto off-chain para identificar vulnerabilidades, principalmente quando blockchain e contratos inteligentes estão envolvidos”, explicou Ha, referindo-se ao uso crescente dessas tecnologias no setor.
Proteção de dados e fortalecimento de parcerias B2B
A privacidade dos dados está no centro das discussões em conferências de iGaming e cibersegurança. “Existem várias leis de proteção de dados, como o GDPR na Europa, mas quando analisamos os princípios básicos, há muita convergência”, esclareceu Ha.
Em vez de se deixar levar pela complexidade regulatória, o ECQ Group defende uma abordagem tecnológica para a conformidade. “As diferenças nas regulamentações podem ser superadas com as políticas corretas e o uso da tecnologia adequada”, comentou.
Essa mentalidade também se estende à construção da confiança entre empresas. “As parcerias prosperam quando há transparência e responsabilidade com os dados”, acrescentou. “Operadores que mostram estar em conformidade conquistam credibilidade duradoura.”
Tecnologias emergentes que estão transformando o iGaming
Ha também destacou as principais tendências tecnológicas que estão remodelando a indústria de iGaming, trazendo tanto oportunidades quanto riscos. A principal delas é a blockchain, que rapidamente se torna uma camada fundamental para novas experiências de jogo. Muitos operadores estão integrando NFTs, carteiras digitais e contratos inteligentes para aumentar a transparência e o engajamento. Porém, Ha alertou: “Bilhões de dólares já foram perdidos em ataques recentes… não é só a blockchain em si, mas as tecnologias ao redor dela que exigem atenção.”
Ele explicou que a segurança da blockchain deve ser vista de forma abrangente. “O que chamamos de sistemas on-chain e off-chain precisam ser avaliados. Se você proteger apenas uma parte da infraestrutura, as vulnerabilidades na outra ainda podem ser exploradas.” Essa abordagem completa é especialmente crucial quando ativos digitais estão envolvidos, pois estão em jogo tanto os fundos dos clientes quanto a reputação das empresas.
Outra mudança importante é a crescente adoção da infraestrutura em nuvem, especialmente em mercados mobile-first como o asiático. “Estamos vendo uma transição de apps nativos para jogos via navegador usando serviços em nuvem. Isso facilita a compatibilidade entre dispositivos e sistemas operacionais, mas a segurança na nuvem é igualmente essencial”, destacou Ha.
Plataformas baseadas em nuvem suportam escalabilidade em grande escala, uma vantagem-chave em ecossistemas de jogos em rápido crescimento. No entanto, Ha ressaltou que a segurança precisa evoluir junto. “A infraestrutura em nuvem amadureceu muito nos últimos cinco a sete anos. Existem padrões robustos e melhores práticas estabelecidas. O verdadeiro desafio é o quanto os operadores aplicam esses padrões nos seus próprios ecossistemas.”
Ha enfatizou que, apesar das ferramentas e normas de conformidade disponíveis, “as cartas estão nas mãos dos operadores.” Cabe a eles implementar os sistemas adequados para proteger suas plataformas e jogadores com uma estratégia de cibersegurança no iGaming que esteja em conformidade.
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