Um dos pontos mais famosos de Nova York, a movimentada Times Square, pode em breve ganhar uma nova atração: um cassino da Caesars Entertainment. A empresa quer transformar o prédio do número 1515 da Broadway, hoje um espaço comercial, em um grande centro de jogos, entretenimento e cultura. E o projeto já começa a chamar atenção não só pelo local, mas também pelos nomes que estão apoiando a iniciativa.
O reverendo Al Sharpton, conhecido por sua atuação em causas sociais, e o empresário Jay-Z, por meio de sua empresa Roc Nation, se juntaram à proposta. Outro nome envolvido é o investidor digital Ryan Williams, fundador da plataforma Cadre, que também apoia a ideia e quer levar inclusão financeira para moradores da região.
Sharpton muda de ideia e agora apoia cassino em Nova York
O apoio de Al Sharpton surpreendeu muita gente. Em 2020, ele foi contra a legalização das apostas esportivas no Colorado, alegando que a expansão dos jogos poderia causar desemprego e atrair empresas que lucram em cima de pessoas vulneráveis. Na época, ele até escreveu ao governador do estado, pedindo que barrasse a medida.
Mas agora, com o projeto da Caesars em Nova York, Sharpton mudou de posição. E ele explicou o motivo: segundo ele, essa proposta é diferente. O envolvimento de Jay-Z e o compromisso com inclusão e desenvolvimento local foram decisivos para que ele apoiasse o plano.
“Graças à liderança e à visão de Jay-Z, acreditamos que pela primeira vez nossa comunidade não só terá um lugar à mesa, mas também poderá ter uma parte do negócio”, disse Sharpton em comunicado à imprensa.
Jay-Z quer um projeto que beneficie os nova-iorquinos
Jay-Z, através da Roc Nation, entrou como parceiro do projeto, não apenas para dar nome ao empreendimento, mas também para garantir que ele tenha impacto real na cidade. A ideia é transformar o cassino em algo que vá além dos jogos: um espaço que movimente a economia local, gere empregos, traga cultura e envolva as comunidades da região.
A Roc Nation também deve ajudar a programar shows, eventos culturais e ações voltadas para moradores da cidade, especialmente os mais impactados pelas transformações da região.
Sharpton reforçou esse compromisso ao declarar que “um cassino em Nova York pertence à Times Square e deve ser feito para beneficiar todos os nova-iorquinos”. Para ele, essa é uma chance de criar algo novo e mais justo dentro de um mercado que historicamente excluiu minorias e populações de baixa renda.
Investimento acessível para moradores da região
Outro ponto que diferencia o projeto da Caesars é a proposta de abrir oportunidades de investimento para moradores comuns, inclusive os de baixa renda. Ryan Williams, que criou a plataforma Cadre, está liderando uma iniciativa para que qualquer pessoa possa investir no empreendimento com valores a partir de US$ 500.
Segundo Williams, essa é uma forma de quebrar barreiras que há décadas impedem essas comunidades de participarem de grandes projetos imobiliários e financeiros. “Essa iniciativa vai além da promessa. Vamos dar acesso real à educação financeira e oportunidade de investimento em um projeto importante para Nova York”, disse ele.
A Caesars acredita que o envolvimento de Williams e Sharpton ajuda a fortalecer a ideia de que o cassino pode ser uma ferramenta de transformação econômica para muitas famílias que vivem perto da Times Square.
Vale lembrar que o projeto ainda não está aprovado. A Comissão de Jogos do Estado de Nova York deve liberar até três licenças para cassinos na região sul do estado, o que inclui a cidade de Nova York. A concorrência é pesada — grandes nomes como MGM, Wynn e Genting também estão disputando essas licenças.
A expectativa é que o estado decida sobre as licenças entre o final de 2025 e o início de 2026. Até lá, os concorrentes seguem ajustando suas propostas e buscando apoio político e social.
Um cassino diferente do que o público está acostumado
O Caesars Palace Times Square, como está sendo chamado o projeto, promete ser mais do que um cassino tradicional. A proposta é que ele funcione como um verdadeiro centro de entretenimento, com teatro, gastronomia, eventos e acesso facilitado para moradores da cidade — inclusive como investidores.
Segundo a Caesars, o projeto não é apenas uma aposta comercial, mas um modelo de como grandes empreendimentos podem ser desenvolvidos com responsabilidade social, integração com a comunidade e benefícios concretos para quem vive nas áreas envolvidas.