Após apenas oito meses de vigência, o Santos Futebol Clube anunciou o rompimento do contrato de patrocínio máster com a casa de apostas 7K, um acordo que, quando firmado, seria o maior da história do clube. O anúncio oficial pegou muitos torcedores e especialistas de surpresa e coloca o time em uma situação que pode influenciar diretamente o planejamento para a temporada 2026.
Em abril de 2025, o Santos oficializou um contrato com a 7K, casa de apostas esportivas integrante do Grupo Ana Gaming, que previa pagamento de R$ 105 milhões em valores fixos ao clube ao longo de dois anos, podendo chegar a até R$ 150 milhões com bônus por metas esportivas e comerciais. A marca estava estampada no espaço principal do uniforme dos times masculino, feminino e de futsal, além de presença em painéis de LED, tapete central e camarotes da Vila Belmiro.
No último dia do ano de 2025, o Santos e a 7K decidiram rescindir o contrato “de comum acordo”, encerrando prematuramente a vigência que iria até abril de 2027. Segundo o clube, algumas das ações previstas em contrato ainda serão realizadas e entregues nas próximas semanas, mesmo com o fim oficial do patrocínio.
Perdas financeiras e impacto no planejamento
O fim do acordo representa um impacto financeiro direto e imediato para o Santos. Em 2025, o clube recebeu cerca de R$ 51 milhões da 7K, um valor importante, mas que agora não terá continuidade em 2026. Com o encerramento antecipado, o Santos deixa de receber os R$ 54 milhões previstos para este ano, além de possíveis bônus relacionados a metas de desempenho. Essa perda acontece no pior momento possível. A temporada começa no início de janeiro, e o clube precisará correr contra o tempo para amenizar o impacto no orçamento. O Santos estreia no Paulistão no dia 10 de janeiro contra o Novorizontino, e a equipe entrará em campo sem patrocinador master no uniforme principal.
Além da 7K, o departamento de marketing terá muito trabalho para trocar ou renovar outras parcerias que expiraram no fim de 2025. Entre elas estão dois acordos importantes: Havan, varejista que ocupava a barra frontal do uniforme, e Viva Sorte, empresa de título de capitalização que ficava posicionada na parte superior das costas da camisa. Ambos os contratos também não têm perspectivas de renovação.
Com o fim do contrato com a 7K, o Santos já começou a sondar o mercado em busca de novos patrocinadores máster. Nos bastidores, algumas casas de apostas, como a Betano, teriam iniciado conversas e apresentado propostas ao clube. A Betano teria oferecido cerca de R$ 70 milhões por temporada para ocupar o espaço principal do uniforme, um valor alto, mas ainda não foi formalizado em acordo definitivo.
Além disso, segundo informações apuradas, o Santos estaria também negociando com outras empresas (incluindo outras casas de apostas e marcas com presença internacional) para substituir não apenas o espaço principal deixado pela 7K, mas também as posições abertas por Havan e Viva Sorte. Um dos desafios é justamente atrair marcas com maior solidez e reputação do que a 7K apresentou. O clube deixou claro que quer parceiros que agreguem não apenas financeiramente, mas que também elevem a imagem institucional e garantam confiança aos torcedores e ao mercado.
Patrocínios menores e diversificação de receitas
Enquanto negocia o espaço máster, o Santos conta com outras marcas já estampadas no uniforme. Atualmente, há oito outras patrocinadoras, espalhadas da camisa até o calção dos jogadores, entre elas Pague Safe, Uniasselvi, Loovi Seguros, Farmácias Nissei, Canção Alimentos, Kicaldo, Placo e Next10.
O clube também tem buscado outras formas de diversificar receitas. Em 2025, por exemplo, a presença de Neymar no elenco elevou o potencial comercial, com receitas provenientes de patrocínios e visibilidade que ultrapassaram os R$ 66 milhões no ano, ainda que parte significativa desse valor tenha sido destinada à empresa de imagem do jogador. Recentemente, o Santos também anunciou uma parceria com a marca Pley by Ney, associada diretamente à imagem de Neymar.
Para 2026, o clube não só terá o desafio de encontrar um novo patrocinador principal, como também de manter sua competitividade em campo e atrair receitas que garantam sustentabilidade. Isso inclui potencial contrato de naming rights, presença em mídias digitais e projetos de marketing que façam seu valor comercial crescer.
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