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Oklahoma avança com projeto de lei contra o jogo online ilegal

Jefferson Mendoza
Escrito por Jefferson Mendoza
Traduzido por Thawanny de Carvalho Rodrigues

O Oklahoma Senate está avançando com um projeto de lei para reprimir plataformas ilegais de jogos de azar online que drenam milhões de dólares em potencial arrecadação do estado. Na segunda-feira, o Senate Bill 1589 (SB 1589)avançou em seu trâmite legislativo. O senador Todd Gollihare (Republicano – Kellyville) destacou que operadores estrangeiros não regulamentados geram prejuízos significativos aos cofres públicos e não oferecem qualquer proteção aos consumidores.

Segundo declarações reproduzidas por diversos veículos de comunicação, Gollihare afirmou que organizações ilegais sediadas no exterior têm enfraquecido a soberania estadual e retirado milhões de dólares que deveriam ser destinados ao apoio às comunidades de Oklahoma. Além disso, esses operadores frequentemente atuam a partir de países com regras mais flexíveis ou diferentes das praticadas nos Estados Unidos. Crimes cometidos em uma jurisdição podem afetar cidadãos de outra, criando conflitos sobre qual país tem autoridade para processar os responsáveis.

Principais pontos da proposta

O projeto de lei busca combater plataformas e operadores de jogos sem licença, classificando as infrações como crime de Classe Dois (felony), sujeito a penas de prisão e multas elevadas. O SB 1589 alinha Oklahoma a outros 41 estadosque já adotam medidas para enfrentar o jogo offshore.

Em agosto do ano passado, uma coalizão de procuradores-gerais pediu ação federal, citando bilhões de dólares em impostos perdidos em todo o país e o aumento dos riscos ao consumidor. Segundo eles, plataformas ilegais burlam leis locais, retiram recursos que poderiam ser destinados a escolas e infraestrutura e expõem jogadores a fraudes e práticas predatórias.

Em estados como Nova Jersey, Michigan e Nova York, a opção foi pela regulamentação, o que tem gerado receitas fiscais expressivas e ampliado as garantias ao consumidor. Em contraste, o SB 1589 de Oklahoma foca mais na fiscalização e repressão do que na expansão do mercado legal.

Ainda assim, diferentemente da maioria dos estados, o cenário de jogos em Oklahoma está profundamente ligado a acordos com nações tribais, tornando a cooperação essencial para qualquer mudança ou ampliação do setor.

Cooperação nacional e tribal

O procurador-geral Gentner Drummond uniu-se a colegas de outros estados ao pressionar o U.S. Department of Justice para enfrentar o jogo offshore.

O projeto, coassinado por Gollihare e pelo deputado estadual Todd Fetgatter (Republicano – Okmulgee), foi elaborado em parceria com nações tribais. Fetgatter citou, por exemplo, a plataforma de jogos online regulamentada da Muscogee Nation, ressaltando que as emendas garantem que os parceiros tribais possam operar dentro do arcabouço legal de Oklahoma.

Proteção ao consumidor e à arrecadação do estado

Gollihare enfatizou que Oklahoma regula três modalidades de jogo legal justamente para proteger os residentes contra golpes e fraudes. Ele alertou que esses operadores ilegais evitam o pagamento de impostos, ignoram regras e expõem os jogadores a riscos já observados em mercados estrangeiros.

Outros problemas incluem a ausência de verificação de idade, de mecanismos contra fraudes e de ferramentas de jogo responsável, deixando os consumidores vulneráveis a roubo de identidade e golpes financeiros, segundo relatos da imprensa. Além disso, operadores não regulamentados podem manipular probabilidades, impor taxas ocultas ou explorar jogadores vulneráveis por meio de marketing agressivo. Dados pessoais e financeiros coletados por essas plataformas também podem ser utilizados de forma indevida ou até vendidos.

(Fonte: Associação Americana de Jogos)

Impacto na arrecadação

As apostas esportivas continuam paralisadas em Oklahoma, o que leva muitos residentes a recorrerem a plataformas ilegais ou a estados vizinhos onde a atividade é legalizada. Um comitê do Senado observou que esse impasse, por si só, já custou ao estado milhões de dólares em receita potencial.

O SB 1589 será debatido no plenário do Senado, onde poderão ser apresentadas emendas antes da votação final. Se aprovado, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados, passando por análise em comissões, debate em plenário e nova votação. Uma vez aprovado pelas duas casas na mesma versão, o texto será encaminhado ao governador, que poderá sancioná-lo, vetá-lo ou permitir sua promulgação automática.

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