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Kalshi capta US$ 1 bilhão e atinge valuation de US$ 11 bilhões

Kateryna Skrypnyk
Escrito por Kateryna Skrypnyk
Traduzido por Thawanny de Carvalho Rodrigues

A plataforma de mercados de previsão Kalshi concluiu uma nova rodada de investimento de US$ 1 bilhão, elevando sua valuation para US$ 11 bilhões — marcando mais um aporte de grande porte menos de dois meses após captar US$ 300 milhões a uma avaliação de US$ 5 bilhões.

O novo investimento chega em meio ao rápido crescimento do volume de transações da Kalshi. Em meados de outubro, a empresa atingiu US$ 50 bilhões em volume anual negociado — mais de mil vezes os US$ 300 milhões registrados no ano anterior, segundo o New York Times. A Sequoia e a CapitalG lideraram novamente a rodada. Outros investidores incluíram Andreessen Horowitz, Paradigm, Anthos Capital e Neo.

O financiamento externo da Kalshi nos últimos 5 anos

A Kalshi começou a atrair capital externo no início da década de 2020. Entre seus investidores estão fundos tradicionais de venture capital e empresas com foco em cripto. Esses aportes refletem o interesse tanto no modelo financeiro quanto na tecnologia que sustenta o negócio.

De acordo com plataformas de agregação de dados, a empresa realizou diversas rodadas de investimento nos últimos cinco anos. Os aportes iniciais, entre 2020 e 2021, incluíram rodadas de US$ 6 milhões e US$ 30 milhões, e ao final de 2021 a empresa já havia levantado US$ 70 milhões. As rodadas maiores vieram em 2025, incluindo a Série C, em junho, de US$ 185 milhões liderada pela Paradigm, e a Série D, em outubro, de US$ 300 milhões, com participação da Coinbase Ventures, General Catalyst, Spark Capital e CapitalG.

Segundo declarações oficiais, a Série D, concluída em outubro, foi um marco importante para a expansão internacional da Kalshi e para o reforço da liquidez da plataforma. Em comunicados após essa rodada, a Kalshi sinalizou planos para ampliar seu portfólio de produtos e avançar para novos mercados. Na época, o chefe de Criptomoedas, John Wang, afirmou ao Forklog que, dentro de um ano, a plataforma passaria a integrar todos os principais aplicativos e exchanges de blockchain.

A nova rodada de US$ 1 bilhão elevou a valuation da empresa para US$ 11 bilhões, segundo fontes do TechCrunch. Após a rodada anterior de US$ 300 milhões, a empresa tinha sido avaliada em US$ 5 bilhões. No total, o novo capital representa um impulso significativo para o desenvolvimento da plataforma de negociação e suas estratégias de marketing.

Lidando com desafios legais

Mercados de previsão historicamente geram controvérsias e esbarram em desafios regulatórios por estarem na interseção entre instrumentos financeiros e jogos tradicionais. A Kalshi conquistou o direito de operar com usuários nos Estados Unidos após vencer um processo contra a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) no ano passado. No entanto, a empresa ainda enfrenta ações de vários estados que consideram suas operações como jogos ilegais.

Em março de 2025, a Kalshi processou reguladores de Nevada após o estado emitir uma ordem de suspensão alegando que a empresa estaria oferecendo jogos de azar sem licença. Segundo Nevada, os contratos da Kalshi seriam apostas disfarçadas de produtos financeiros, ficando portanto sob a jurisdição das autoridades estaduais de jogo.

A Kalshi contesta, afirmando que seus contratos são “opções” reguladas pela CFTC e que as leis federais de derivativos têm precedência sobre as regulamentações estaduais de jogos. A empresa seguirá negociando com as autoridades de Nevada enquanto opera sob a legislação federal.

Entrada no Web3 ao lado de uma concorrente

Enquanto aumentam seu valor de mercado, a Kalshi e sua principal concorrente, a Polymarket, intensificam os esforços para ingressar no ecossistema Web3 e expandir sua presença internacional em busca de novas fontes de receita. Segundo fontes da Crypto.com, os planos de expansão da Kalshi foram discutidos em um jantar privado em Nova York, em 21 de novembro de 2025, que contou com a presença do CEO da Intercontinental Exchange, Jeffrey Sprecher.

A Polymarket se prepara para retornar ao mercado norte-americano, enquanto a Kalshi anunciou recentemente uma parceria com a Coinbase. As duas empresas avaliam integrar soluções em blockchain para migrar seus mercados de previsão para o ambiente Web3. Isso inclui levar dados das plataformas para serviços primários como Google Finance e Google Search, permitindo que usuários consultem probabilidades e suas variações em pesquisas localizadas.

Ambas trabalham para obter aprovações regulatórias e estabelecer parcerias com organizações esportivas. A Kalshi concentra sua atuação em mercados regulamentados dos EUA relacionados a dados econômicos e decisões políticas, enquanto a Polymarket cobre uma gama mais ampla de temas internacionais, incluindo política, esportes e criptomoedas. O engajamento dos usuários cresce nas duas plataformas, com cada vez mais pessoas recorrendo a mercados de previsão — em vez de pesquisas tradicionais e análises convencionais — para avaliar cenários futuros.

O artigo original foi publicado em russo em 24 de novembro de 2025.

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