Um estudo recente da consultoria GMattos, também divulgado pelo jornal Valor Econômico, mostra que o Pix é o meio de pagamento preferido tanto para depositar quanto para receber prêmios nas casas de apostas online. Segundo o estudo, no primeiro semestre de 2025:
- 15,3% do total de dinheiro enviado de pessoas físicas para empresas via Pix veio de apostas online.
- Já os prêmios pagos pelas casas de apostas totalizaram 13,5% do total que empresas transferiram para pessoas pelo Pix.
Em valores mais específicos, isso significa que os apostadores enviaram R$ 242,8 bilhões para as plataformas de apostas e receberam R$ 225,8 bilhões em prêmios. Esses números mostram que quase todo o valor depositado volta para os apostadores, mas uma parcela importante precisa permanecer nas casas de apostas para garantir a operação e o lucro do negócio.
O estudo diz algo que já foi observado em pesquisas anteriores: o Pix é a forma de pagamento preferida no mercado de apostas. A rapidez, a facilidade e a segurança do sistema fazem com que ele seja muito mais usado do que outros meios, como cartões, boletos ou transferências tradicionais.
Regras da lei que mudam o jogo
A Lei 14.790, sancionada em 2023, regulamenta as apostas esportivas online e define quais métodos de pagamento são permitidos e proibidos. O objetivo é criar um ambiente mais seguro, transparente e confiável para os apostadores. Entre as regras principais estão:
- Proibidos: cartão de crédito, boletos, cheques, dinheiro em espécie e criptomoedas.
- Permitidos: Pix, TED e cartões de débito ou pré-pagos vinculados à conta do apostador.
- As casas de apostas devem pagar os vencedores em até duas horas após o encerramento do jogo ou do evento apostado.
- As plataformas devem manter pelo menos R$ 5 milhões em títulos públicos federais, separados das contas operacionais.
- O dinheiro das apostas e dos prêmios precisa circular em contas exclusivas da empresa, separadas do restante dos recursos da plataforma.
Essas medidas ajudam a evitar problemas como fraudes, atrasos no pagamento ou uso indevido dos recursos. Com a regulamentação, os apostadores ganham mais segurança. A proibição de cartões de crédito e criptomoedas evita que as pessoas apostem dinheiro que não têm ou usem meios difíceis de rastrear. O Pix, na verdade, é o principal método de pagamento que garante rapidez e facilidade nas transações.
Mas, a dependência do Pix significa que qualquer instabilidade do sistema pode afetar diretamente o mercado de apostas. Também existe o risco de parte dos apostadores buscar sites internacionais ou não regulamentados, que aceitam métodos proibidos no Brasil e oferecem mais liberdade, mas com menos proteção. Apesar desses pontos, a regulamentação ainda traz um grande avanço para o setor, ela deixou o mercado de jogos mais transparente e organizado.
O tamanho do mercado
Com quase R$ 243 bilhões movimentados no primeiro semestre apenas através do Pix, as apostas online representam uma fatia bastante significativa das transações entre pessoas e empresas no Brasil. O pagamento de prêmios também é alto, com R$ 225,8 bilhões devolvidos aos apostadores. O estudo ainda indica que a popularidade do Pix deve crescer, se tornando o método padrão para quem aposta. Se é que já não é.
O crescimento das apostas online no país é uma oportunidade para gerar receita, empregos e inovação tecnológica, mas exige atenção às regras e responsabilidade tanto das empresas quanto dos apostadores.