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SiGMA África 2025 discute o futuro do blockchain e das criptomoedas no cenário financeiro do continente

Rami Gabriel
Escrito por Rami Gabriel
Traduzido por Thawanny de Carvalho Rodrigues

Cidade do Cabo, África do Sul – 11 de março de 2025 – A SiGMA África 2025 promoveu um eletrizante debate sobre a evolução do blockchain e das criptomoedas na África, oferecendo uma análise aprofundada em duas sessões sobre estruturas regulatórias, acessibilidade financeira e integração das moedas digitais. Realizado no Sun Exhibits – GrandWest Complex, o discurso de abertura de Yaliwe Mlambo, presidente da United Africa Blockchain Association (UABA), abordou a interseção entre inovação e conformidade no desenvolvimento do blockchain. A seguir, um painel de discussão sobre a adoção de criptomoedas, soluções de pagamentos e serviços bancários contou com as contribuições de Daniel Katz (CEO da Ezeebit), Jonathan Low (CEO da Biptap), Ebenezer Ghanney (CEO da WeWire) e Apollo Eric (CEO da Bitlipa), que analisaram o papel crucial das moedas digitais na transformação do futuro financeiro da África.
Discurso de Abertura: Equilibrando inovação com conformidade regulatória

O discurso de Yaliwe Mlambo definiu o tom para uma discussão franca e incisiva sobre os desafios da adoção do blockchain na África. Ao reconhecer o potencial transformador do blockchain em diversas indústrias, ela destacou o papel crítico das estruturas regulatórias para garantir o crescimento sustentável. “Não se pode parar a inovação, mas é possível criar um ambiente regulatório que favoreça uma adoção responsável. O desafio está em equilibrar conformidade com liberdade tecnológica,” afirmou Mlambo, reforçando a necessidade de alinhar as políticas sem sufocar o potencial do blockchain.

Ela ressaltou as inconsistências nas abordagens regulatórias entre os países africanos, ilustrando como as empresas enfrentam dificuldades para se expandir devido a políticas fragmentadas e hesitação governamental. “A falta de padronização entre as jurisdições cria incertezas para empresas e investidores. Sem políticas coesas, as empresas são forçadas a procurar mercados mais amigáveis, deixando grande potencial econômico sem ser explorado,” observou.

Mlambo também enfatizou a importância da colaboração público-privada, apelando para que reguladores, inovadores e instituições financeiras superem a lacuna de conhecimento e implementem as melhores práticas para a governança do blockchain.

Painel de Discussão: Criptomoeda como o futuro da inclusão financeira

Moderado por Daniel Katz, o painel sobre adoção de criptomoedas explorou como stablecoins, plataformas DeFi e sistemas de pagamento peer-to-peer estão oferecendo alternativas viáveis ao sistema bancário convencional, especialmente para as populações não bancarizadas e sub-bancarizadas da África. “Estamos testemunhando os primeiros estágios da adoção institucional na África. As empresas não estão mais apenas explorando criptomoedas, elas estão integrando-as em suas operações,” disse Apollo Eric, enfatizando a transição do comércio varejista para soluções financeiras digitais em nível empresarial.

Principais pontos discutidos:

  • Mudança Institucional: As empresas estão impulsionando a adoção de criptomoedas por meio de infraestrutura de pagamento, com crescente interesse em transações transfronteiriças e soluções de finanças descentralizadas.
  • Stablecoins como alternativa bancária: Com as restrições dos bancos tradicionais e a volatilidade das moedas, as stablecoins estão surgindo como uma alternativa segura e econômica para poupanças e remessas.
  • A adaptação regulatória é essencial: Embora alguns países africanos estejam adotando políticas favoráveis ao blockchain e às criptomoedas, outros permanecem restritivos, retardando a adoção mainstream.

“As stablecoins estão fechando a lacuna para empresas e indivíduos. Elas oferecem liquidez e acessibilidade em mercados onde as transações fiduciárias são complicadas ou caras,” explicou Jonathan Low, defendendo soluções bancárias híbridas que integrem criptomoedas aos serviços financeiros tradicionais.

A revolução financeira da África está em andamento

À medida que as moedas digitais continuam ganhando força, a discussão na SiGMA África 2025 reforçou que a África está na vanguarda dessa revolução financeira. Com o aumento da penetração móvel, o crescente apoio institucional e intensos debates regulatórios, as criptomoedas estão a caminho de se tornar uma ferramenta financeira mainstream no continente.

O segundo dia da SiGMA África 2025 promete dar continuidade à discussão de hoje, com análises mais aprofundadas sobre investimentos em fintech, pagamentos em jogos e inovações regulatórias. Os participantes são incentivados a explorar a agenda para mais insights sobre a transformação digital da África.