No Media Lounge da SiGMA Europa Central 2025, Alexandre Tomic, fundador da Alea, compartilhou suas visões sobre a evolução do modelo de agregação de jogos, a importância da segurança no iGaming e o papel cada vez mais estratégico dos dados e da inteligência artificial nas operações modernas.
Curadoria acima de quantidade
Tomic destacou que a demanda dos jogadores é o principal motor da evolução dos modelos de agregação. “O jogador quer cada vez mais jogos — e não é apenas mais jogos, mas jogos cada vez mais bem curados”, explicou. Ele questionou a abordagem tradicional de valorizar apenas o volume, observando que “você tem 20 jogos, 30 jogos… e provavelmente 0,001 desses jogos representam 80% do seu negócio”. Segundo Tomic, a curadoria é essencial, e em alguns casos um provedor de software pode ter apenas um único jogo de sucesso que realmente vale a integração, como o Fortune Tiger, da PG Soft, no Brasil.
Ele reforçou que os agregadores são parceiros indispensáveis na gestão de integrações e na curadoria de conteúdo. “Você precisa de um parceiro tecnológico que faça todo o QA para você… que crie os jogos para os seus mercados e para o perfil dos seus jogadores. E isso não dá para fazer sozinho”, afirmou. Tomic comparou o papel dos agregadores de jogos ao dos gateways de pagamento: assim como pagamentos exigem conhecimento especializado para lidar com transações globais, a agregação de jogos requer expertise específica para gerenciar curadoria e integração de conteúdo — fatores decisivos para o engajamento dos jogadores.
Segurança como prioridade nas APIs
A segurança, especialmente no que diz respeito às APIs, é outro ponto central para a Alea. Tomic alertou para os riscos de sistemas mal integrados. “Quando você tem um provedor de software… o foco dele não está nas APIs. Mas essas APIs, quando falhas, viram literalmente máquinas de imprimir dinheiro para hackers”, alertou.
Ele recomendou que os operadores mantenham equipes dedicadas exclusivamente às APIs, garantindo integrações robustas e seguras, e defendeu padrões rigorosos, incluindo autenticação, rollbacks e reconciliação. “Somos conhecidos no mercado por sermos lentos. E não é que sejamos lentos, é que o nosso nível de exigência para integração de APIs é alto”, explicou. Tomic comparou uma integração inadequada à construção de um prédio inseguro: “Não importa se a estrutura está aparentemente em conformidade; o prédio vai desabar. É o mesmo problema que enfrentamos no iGaming”.
Apoio à migração do físico para o online
A abordagem da Alea também contempla operadores terrestres que estão migrando para o online. Tomic enfatizou a importância da velocidade e do conhecimento de mercado: “Você não tem escolha se quiser abrir esses mercados em um prazo viável… e, se quiser integrá-los corretamente, precisa escolher um agregador”.
Dados e IA para insights mais inteligentes
O papel dos agregadores evoluiu para muito além do simples repasse de conteúdo. Tomic descreveu a trajetória da Alea, que passou de revendedora a especialista e, agora, a “gatekeeper de APIs”, utilizando dados e inteligência artificial para gerar insights. “Temos uma quantidade enorme de dados, e quando colocamos IA por cima disso… analisando essas informações e nos entregando feedbacks realmente impressionantes… vamos lançar em breve um produto, um motor de recomendações”, revelou.
Essa inovação permitirá que operadores de cassino, parceiros e jogadores se beneficiem de recomendações baseadas em dados — algo que o olhar humano, sozinho, não conseguiria identificar.
Conselhos para quem está começando
Questionado sobre conselhos para fundadores de startups que estão entrando no setor de iGaming, Tomic foi direto e realista. “Eu diria que nunca é tarde. Esta é uma indústria extremamente dinâmica”, afirmou. Ele incentivou a persistência, citando histórias de pequenas equipes que alcançaram resultados notáveis apesar de desafios aparentemente intransponíveis. “Com esse tipo de paixão, você consegue dobrar a realidade… pegar a sua ideia e fazê-la acontecer”, concluiu.
A visão da Alea é consistente em todos os pontos: foco no que realmente impulsiona performance. Curar conteúdo com intenção, integrar com rigor e usar dados e IA para oferecer aos operadores a clareza necessária para tomar decisões melhores — e mais rápidas. Em um cenário acelerado e cada vez mais competitivo, a Alea não se vê como mais uma fonte de ruído, mas como um filtro essencial, ajudando operadores a acessar os jogos certos, os insights certos e a tecnologia certa para crescer de forma sustentável.
No Media Lounge da SiGMA Europa Central 2025, Alexandre Tomic, fundador da Alea, compartilhou suas visões sobre a evolução do modelo de agregação de jogos, a segurança no iGaming e o papel crítico dos dados e da inteligência artificial nas operações modernas.
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