No início desse mês, Carrie Edwards, viúva e avó, viveu um grande momento de virada: ganhou US$ 150.000 na loteria Powerball, valor resultante de uma combinação entre os números que escolheu (pasmem) com ajuda do ChatGPT e uma opção adicional que triplicou o prêmio. Mas o que ficou marcado nessa história foi sua decisão de doar tudo o que ganhou.
Carrie Edwards comprou o bilhete online, utilizando o aplicativo da loteria do estado da Virgínia. No sorteio, ela acertou quatro dos cinco números “brancos” (números principais) e o número Powerball. Normalmente, essa combinação rende US$ 50.000. Porém, Edwards havia optado pelo “Power Play”, recurso que custa a mais, mas que multiplica certos tipos de prêmios. No caso, triplicou o valor para US$ 150.000.
Ela também conta que, ao escolher os números, fez algo pouco comum: perguntou ao ChatGPT por sugestões. Ela disse ter pedido à IA algo como: “ChatGPT, fale comigo… você tem números para mim?”. E, simplesmente, foi com base nesses números que ela jogou. E acertou. Quando descobriu que tinha vencido, inicialmente desconfiou que fosse golpe, mas após a confirmação oficial, decidiu que não guardaria nada para si.
Doação integral e causas escolhidas
No dia 16 de setembro, Carrie Edwards recebeu o prêmio oficialmente. Depois disso, decidiu dividir igualmente os US$ 150.000 em três doações de US$ 50.000 cada para organizações sem fins lucrativos.
As instituições beneficiadas foram:
- Association for Frontotemporal Degeneration (AFTD) – organização que trabalha com pesquisa, educação e apoio a famílias afetadas pela degeneração frontotemporal, uma forma de demência precoce. A escolha foi feita em memória do marido de Edwards, Steve, que faleceu da doença.
- Shalom Farms – um projeto sem fins lucrativos que combate a insegurança alimentar, promovendo justiça alimentar, cultivando alimentos locais e distribuindo em comunidades da região de Richmond.
- Navy-Marine Corps Relief Society – organização dedicada a apoiar militares ativos, veteranos e suas famílias, oferecendo assistência financeira, educacional e emergencial. Essa causa também é pessoal para Carrie, pois seu pai serviu na Marinha.
Motivações e repercussão
Carrie Edwards descreve que, ao saber que havia ganhado o prêmio, se sentiu “abençoada” e com o desejo de “abençoar outros”. Ela afirmou que teve uma espécie de intuição, uma voz interior dizendo que ela deveria doar tudo: “quando você é abençoado, abençoe alguém”, disse ela.
A atitude chamou atenção justamente por ir totalmente na contramão do que normalmente se vê. A maioria dos ganhadores usa o prêmio para compras, viagens ou quitar dívidas. Doar tudo que se ganha é algo raro.
Cada uma das instituições beneficiadas comentou o impacto da doação. A AFTD comentou que essa doação faz diferença em pesquisas, na educação e no apoio a famílias afetadas pela degeneração frontotemporal. A Shalom Farms também falou sobre como os recursos irão ajudar a levar alimentos saudáveis e apoio nutricional a comunidades em situação de dificuldade alimentar. Já a Navy‑Marine Corps Relief Society afirmou que a contribuição vai ampliar a assistência emergencial, educacional e o suporte a militares e suas famílias quando mais precisarem.