O processo de reforma regulatória pelo qual Curaçao está passando inaugura uma nova era para o setor de iGaming do país. Um dos grupos que participa ativamente dessas discussões e representa operadores e licenciados é a Associação de Jogos Online de Curaçao (Curaçao Online Gaming Association – COGA). Para entender melhor sua missão, a SiGMA News conversou com Arran McCarthy, representante da entidade, em uma entrevista sobre os objetivos por trás dessa transição.
Curaçao em transformação
SiGMA News: Arran, obrigado por conversar conosco. Para começar, por que a COGA foi criada?
AM: Eu que agradeço o convite. É um prazer falar sobre algo que acredito poder causar um impacto significativo: a Associação de Jogos Online de Curaçao, mais conhecida como COGA.
A COGA nasceu com uma missão clara: reunir os licenciados de Curaçao, fortalecer nossa voz coletiva e apoiar a evolução do nosso ecossistema de iGaming. Não se trata apenas de uma mudança técnica; estamos no meio de uma verdadeira transformação. Curaçao está entrando em uma nova era regulatória, e nós não somos meros espectadores — fazemos parte dela. É uma revolução que traz desafios e riscos, mas também oportunidades incríveis. É aí que a COGA entra: para conduzir essa transição com clareza e propósito.
SiGMA News: Qual é o papel da ilha de Curaçao no mercado global de jogos atualmente?
AM: Nossa ilha sempre ocupou uma posição única no setor. Durante anos, fomos um pilar importante como jurisdição de licenciamento. Agora, com a modernização do setor por meio da National Ordinance for Games of Chance (LOK) — a lei que regula e supervisiona todas as atividades de jogo em Curaçao — temos a oportunidade de ir além. De liderar. De estabelecer um padrão em transparência, inovação e colaboração.
Uma ponte entre indústria e regulador
SiGMA News: A conformidade regulatória costuma ser vista como o principal desafio dos operadores. Como a COGA atua nesse sentido?
AM: A COGA não trata apenas de compliance; ela trata de capacitação. Atuamos como uma ponte entre a formulação da política e a prática do mercado. Sim, ajudamos os operadores a entender e implementar os novos requisitos, mas também queremos que eles prosperem. Estamos construindo algo mais forte, resiliente e sustentável — não só para os negócios, mas para Curaçao como um todo.
SiGMA News: E qual é o impacto dessas mudanças para a ilha?
AM: Vai muito além dos operadores. Ao fortalecer a indústria, fortalecemos todo o ecossistema de Curaçao. Isso estimula a atividade econômica, atrai investimentos e reforça nossa reputação como um polo inovador de negócios digitais. É algo do qual tenho muito orgulho de fazer parte.
Gestão responsável da conformidade
SiGMA News: Desde sua criação em 2022, a COGA tem desempenhado um papel ativo no setor de jogos de Curaçao e, em 2025, foi oficialmente reconhecida como entidade representativa. O que esse reconhecimento significa para vocês?
AM: Recentemente, o papel da COGA como organização representativa foi reafirmado no projeto do National Decree on the Committee for Reporting Unusual Transactions. Esse reconhecimento é muito importante. Ele mostra que nossa voz está sendo ouvida e que temos um assento à mesa para ajudar a definir padrões de compliance e contribuir de forma concreta para o diálogo regulatório em Curaçao.
SiGMA News: Como você descreveria a relação da COGA com os reguladores?
AM: Trabalhamos lado a lado com o regulador, não de forma separada. Nosso objetivo é complementar o arcabouço regulatório oferecendo suporte, conhecimento técnico e um espaço para o diálogo construtivo. Além disso, com nossas opções de filiação — com ou sem direito a voto — garantimos que todo licenciado, independentemente de porte ou estrutura, tenha voz e participação na construção do futuro.
Impulsionando a comunidade de iGaming pelo conhecimento
Compreender as principais instituições e suas dinâmicas é fundamental para criar conhecimento compartilhado que promova o crescimento sustentável da comunidade de iGaming em Curaçao. Ter clareza sobre como diferentes entidades regulatórias e associativas interagem pode estimular discussões produtivas e reforçar os pilares do setor.
As contribuições que realmente ajudam os licenciados — e o ecossistema como um todo — nascem de uma base analítica e colaborativa. O verdadeiro valor está no entendimento coletivo, que nos permite enfrentar desafios e aproveitar oportunidades durante essa transição regulatória.
Este artigo foi publicado originalmente em espanhol em 25 de agosto de 2025.

