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Como engajar a geração TikTok em apostas esportivas

Naomi Day
Escrito por Naomi Day
Traduzido por Thawanny de Carvalho Rodrigues

O público mais jovem está cada vez mais inclinado a consumir conteúdos curtos em vez de partidas completas, e a forma como as pessoas interagem com esportes e apostas vem evoluindo rapidamente. Na SiGMA Euro-Med 2025, no Palco SiGMA, em 3 de setembro, durante o bate-papo informal intitulado Apostas para a Geração TikTok: Criando Experiências de Apostas Voltadas ao Consumo de Esportes em Formato Curto, Moritz Maurer, cofundador e CEO da GRID, discutiu como essa mudança está impulsionando inovações em micro-apostas, odds e mercados ultra-rápidos de apostas ao vivo, adaptados para destaques esportivos em formato compacto.

A apresentação destacou estratégias para criar experiências de apostas que realmente ressoem com a Geração TikTok, oferecendo insights sobre como operadores podem capturar atenção, aumentar engajamento e atender às expectativas de uma nova era de fãs de esportes.

Dos desafios de dados às novas oportunidades

Ao refletir sobre sua trajetória no esporte digital, Maurer lembrou como a ideia para a GRID surgiu das lacunas que observava no mercado. Construir uma infraestrutura confiável para esports significava superar obstáculos regulatórios, definir novos mercados e criar sistemas capazes de acompanhar a velocidade das partidas. “No fim das contas, eu queria enfrentar todos os desafios de dados no esporte digital que eu via no mercado”, disse.

O esforço valeu a pena. O crescimento do mercado tem sido constante, com volumes de apostas ultrapassando 50 milhões e crescimento anual de cerca de 15%. Embora apenas alguns títulos dominem a atividade de apostas, representando quase 80% da movimentação nos quatro principais jogos, a adoção vem se expandindo rapidamente.

Hoje, os esports estão firmemente integrados ao ecossistema de apostas mais amplo. Como Maurer destacou, “todas as empresas agora têm algum tipo de oferta de esports em seu catálogo”. A verdadeira mudança, acrescentou, é que a indústria passou de experimental e fragmentada para mais estruturada e orientada a dados, com detentores de direitos e desenvolvedores liderando o caminho.

Quem está apostando hoje?

Segundo Maurer, a demografia das apostas acompanha os hábitos de entretenimento. “Existem duas grandes categorias: uma é o público que assiste e gosta de apostar. Cerca de 40% nos EUA não jogam mais ativamente, mas continuam apostando. O outro grupo é a nova geração que está entrando nos esports, jogos e apostas”.

Ele destacou como o gaming se tornou central para a Geração Z e millennials: “90% interagem com games nessas faixas etárias, é parte essencial do entretenimento. Mas apenas 37% ainda assistem a esportes ao vivo. É uma mudança geracional, e se você quer atrair esse público, precisa prestar atenção à forma como eles se engajam. Estando aqui representando esports e games, somos parcialmente responsáveis pelo encurtamento da atenção, mas é algo real”.

Micromercados e apostas ultra-rápidas

Como os operadores atendem a essa demanda? Maurer destacou o ritmo natural dos esports. “Nos esportes, muitos avanços técnicos permitiram que micromercados crescessem e gerassem oportunidades. Nos esports, eu não preciso fazer nada disso — sempre há algo acontecendo, sempre algo significativo que contribui para o resultado. O ritmo dos jogos é simplesmente mais alto que no esporte tradicional. Esports é ideal para nativos digitais”.

A parceria da GRID com a Riot Games também foi destacada como um passo importante. “Em geral, trabalhamos com muitos detentores de direitos em esports. Há um grande esforço em alinhar corretamente todos os interesses”. Ele reforçou que isso mostra progresso na indústria: “Estou bastante satisfeito com o que conseguimos demonstrar em termos de avanço, melhorando experiências ao disponibilizar dados para os jogadores. Como canal de engajamento, isso eleva a categoria — e tudo isso é viabilizado pelos dados”.

Aplicando a inovação dos esports aos esportes tradicionais

Quando questionado sobre a possibilidade de aplicar modelos de esports aos esportes tradicionais, Maurer se mostrou cautelosamente otimista. “Acho que já estamos vendo algumas tentativas, mas a menos que você mude os fundamentos, não vai avançar. Espero que agora, com dados de esports disponíveis, haja mais formas de inovar e criar novos produtos para o mercado”.

Ele encerrou a sessão refletindo sobre as necessidades atuais da indústria: “Quando saí da Genius, disse que ia resolver desafios de dados nos esports, tornando os dados mais acessíveis. Isso precisa estar alinhado aos detentores de direitos. Agora é um ótimo momento para entrar nesse mercado, pois há uma base confiável. Fragmentação de dados e falta de segurança no planejamento? Acreditamos que agora resolvemos isso”.

Acompanhe a SiGMA Euro-Med 2025 para o último dia de conferência, com atualizações ao vivo, entrevistas exclusivas e bastidores do evento.