A operadora de jogos com criptomoedas Stake esclareceu sua posição após a divulgação de um processo coletivo movido no estado de Missouri, nos Estados Unidos, que cita o rapper canadense Drake e o influenciador Adin Ross entre os réus. A empresa afirmou que ainda não foi notificada oficialmente sobre o caso e rejeita as alegações divulgadas pela mídia.
Declaração oficial da Stake
Um porta-voz da Stake disse à SiGMA News: “Ainda não fomos notificados oficialmente. Rejeitamos as acusações feitas pela imprensa em relação a essa possível ação judicial e pretendemos nos defender com firmeza de todas elas.”
Até o momento, a Stake confirmou que não recebeu aviso formal sobre o processo movido na Corte do Condado de Jackson, Missouri. A queixa cita a Sweepsteaks Limited, empresa responsável pelo Stake.com e por sua versão norte-americana, Stake.us, além de Drake e Adin Ross. Esta é a primeira vez que Drake é processado diretamente por promover o Stake.com. O processo foi divulgado inicialmente pelo especialista em legislação de jogos Daniel Wallach.
Segundo o documento de 34 páginas, os réus teriam “adotado práticas ilegais, injustas e enganosas” ao apresentar o Stake.us como um “cassino social inofensivo”, quando na verdade estaria oferecendo apostas com dinheiro real disfarçadas de entretenimento.
O processo alega que o Stake.us atua ilegalmente no Missouri, estado que proíbe cassinos online. A plataforma supostamente vende “Gold Coins” (moedas de ouro) para jogos recreativos, mas as combina com “Stake Cash”, um token digital resgatável em dólares na proporção de 1:1, o que transformaria as partidas em apostas reais.
O papel de Drake na expansão da Stake
A associação de Drake com o Stake.com começou há alguns anos. Em 2022, o cantor publicou suas apostas em Bitcoin de US$ 1,25 milhão antes do Super Bowl LVI, atraindo milhões de visualizações nas redes sociais. Desde então, ele tem transmitido ao vivo sessões de roleta de alto valor e noites de apostas pela plataforma, exibindo tanto ganhos quanto perdas de sete dígitos.
Em um dos casos mais comentados, durante a final da Indian Premier League 2025, Drake revelou ter apostado INR 64,1 milhões (aproximadamente US$ 769 mil) na vitória do Royal Challengers Bengaluru (RCB) — também pela Stake. Ele compartilhou o comprovante da aposta no Instagram, acompanhado do grito de torcida “Ee Sala Cup Namde”. Com a vitória da equipe, o rapper recebeu INR 110 milhões (cerca de US$ 1,3 milhão) em prêmios.

Em fevereiro, um vídeo viral mostrou Drake arremessando um sapato contra um drone que sobrevoava sua cobertura em Sydney, gerando debate sobre a veracidade da cena. Apesar de parecer uma violação de privacidade, muitos suspeitaram de ação publicitária encenada, especialmente após notarem um laptop exibindo a plataforma Stake — que o rapper promove sob um contrato estimado em US$ 100 milhões.
O novo processo descreve Drake como “o rosto da máquina de marketing da Stake”, afirmando que suas apostas seriam financiadas pela própria empresa, com “dinheiro da casa”, e não com seus próprios fundos — o que transformaria suas perdas aparentes em parte de uma estratégia promocional.
“O papel de Drake como mascote informal da Stake é silenciosamente corrosivo — ele glamouriza a plataforma para milhões de fãs impressionáveis”, diz a denúncia.“O que torna isso ainda mais preocupante é o fato de que a Stake aparentemente fornece a Drake e Ross ‘dinheiro da casa’… O marketing de influenciadores da Stake, especialmente por meio de Drake e Ross, é direcionado a adolescentes no Missouri e em outros estados.”
As reivindicações legais
O autor Justin Killham, de Independence, Missouri, entrou com uma ação coletiva em nome de jogadores que perderam dinheiro apostando na Stake.us. Ele alega que a Stake e seus promotores famosos se enriqueceram de forma ilegal por meio de um esquema que apresentava apostas com dinheiro real como se fossem jogos sociais.
As acusações incluem violação da Lei de Práticas Comerciais de Missouri, enriquecimento ilícito e jogos de azar ilegais de acordo com a legislação do estado. O processo busca ressarcimento das perdas com apostas, indenização por danos punitivos e uma liminar para interromper as operações da Stake em Missouri.
Crescente pressão jurídica sobre a Stake
A petição de Missouri é apenas a mais recente entre várias ações judiciais enfrentadas pela Stake em 2025, em estados como Califórnia, Illinois, Alabama, Massachusetts, Carolina do Sul e Minnesota.
A empresa, que registrou receita de US$ 4,7 bilhões em 2024 e movimenta mais de US$ 219 bilhões em transações com Bitcoin por ano, tornou-se uma das operadoras de apostas mais lucrativas do mundo. No entanto, sua expansão em modelos de “cassinos sociais” tem atraído crescente escrutínio regulatório.
No início do ano, Los Angeles moveu uma ação civil abrangente contra o Stake.us por acusações semelhantes — embora Drake não fosse réu naquele caso. A ação, apresentada pela procuradora da cidade, Hydee Feldstein Soto, alega que o Stake.us opera um cassino online ilegal, violando a Lei de Concorrência Desleal da Califórnia (UCL), a Lei de Publicidade Enganosa (FAL) e diversas normas estaduais e federais de apostas.
Faça parte da maior comunidade global de iGaming com a contagem regressiva das Top 10 Notícias da SiGMA. Inscreva-se AQUI para receber atualizações semanais, análises exclusivas e benefícios disponíveis apenas para assinantes.




