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Empresas licenciadas de iGaming nas Filipinas formam aliança

Jenny Ortiz-Bolivar
Escrito por Jenny Ortiz-Bolivar

Uma coalizão formada por 19 operadores licenciados de jogos online nas Filipinas anunciou a criação da PlaySafe Alliance of the Philippines, uma entidade dedicada a promover o jogo responsável, reforçar a conformidade regulatória, proteger os consumidores e combater o jogo ilegal. O grupo foi oficialmente estabelecido durante uma cerimônia de assinatura em Bonifacio Global City, na cidade de Taguig.

Entre os membros fundadores estão importantes licenciados sob a regulamentação da Corporação Filipina de Entretenimento e Jogos (PAGCOR), como DigiPlus Interactive Corp. (BingoPlus, ArenaPlus, GameZone), World Platinum Technologies Inc. (KingPH, LuckyPH, QueenPH), Trojans Well Entertainment Corp. (Bet88), Gavin Ventures Inc. (OKBet), Playmate Leisure Solutions Corp. (PlayTime), Stotsenberg Leisure Park & Hotel Corp. (Casino Plus, Perya Plus), Jade Entertainment and Gaming Technologies Inc. (Jade Sportsbet), Meta Interactive Software Solutions Inc. (123Go) e Enigma Software Solutions Inc. (Patokbet).

O lançamento acontece em meio a debates entre governo, legisladores e reguladores sobre o futuro do jogo online no país — incluindo pedidos de alguns senadores por uma proibição total da atividade.

Membros fundadores da PlaySafe Alliance das Filipinas durante cerimônia de inauguração em Bonifácio Global City, Taguig City. (Fonte: PlaySafe Alliance das Filipinas)

“O verdadeiro inimigo é o jogo ilegal”

Mike Defensor, porta-voz da PlaySafe Alliance e presidente da World Platinum Technologies Inc., destacou que os operadores sem licença representam o maior risco para o setor. “O verdadeiro inimigo quando se fala em jogo online é o mercado ilegal. Sem licença, não há controle — menores de idade podem jogar, não há recolhimento de impostos e as regras não são cumpridas”, afirmou em filipino.

Segundo Defensor, estima-se que 70% do mercado de jogos online nas Filipinas seja ilegal, enquanto apenas 30% opera legalmente, cumpre regulamentações e paga tributos ao governo. “Por isso é fundamental ter uma regulação rígida e fiscalização próxima dos operadores legais, garantindo que o jogo seja seguro, responsável e justo para todos”, completou.

Missão e objetivos

Segundo o grupo, as primeiras iniciativas da PlaySafe Alliance terão como foco a parceria com a PAGCOR para aprimorar a supervisão e o cumprimento das normas, especialmente em marketing e publicidade; implementar verificações de idade mais rigorosas, procedimentos de Conheça Seu Cliente (KYC) e sistemas de autoexclusão; apoiar as autoridades no combate e desarticulação de operadores ilegais; promover campanhas de conscientização pública sobre os riscos do jogo não regulamentado; além de financiar pesquisas, programas de educação, prevenção e tratamento dos danos causados pelo jogo em âmbito nacional, incluindo uma linha de ajuda nacional disponível 24 horas por dia, sete dias por semana.

“Essa aliança não é sobre competição — é sobre colaboração”, afirmou Eusebio Tanco, membro fundador e presidente da DigiPlus Interactive Corp. “Trabalhando juntos, podemos garantir que o jogo online nas Filipinas seja mais seguro, transparente e benéfico tanto para os jogadores quanto para o país.”

O grupo informou que, em breve, elegerá dirigentes, formará comitês estratégicos para áreas como proteção ao jogador e gestão de risco financeiro, e nomeará um painel consultivo independente com especialistas locais e internacionais.

Ampla base de membros e convite aberto

Outros membros fundadores incluem Arden Consult, GoTech Entertainment Inc. (Filbet), IGO Digital High Technology Inc. (iGO, PremyoFun), NEMO Interactive Group Corp. (Fairplay, Arionplay), Nextstage Entertainment Inc. (ANIBET), RAC Phil Corp. (LakiWin), Silver Goose 8 International Inc. (SG8), Skyline Nexus Corp. (Juan365), Webzoid System Solutions Corp. (Go Play Asia) e Xn Solutions Inc. (MegaPerya). A aliança já estendeu convite para que outros operadores licenciados se juntem à iniciativa.

Governo pede cautela sobre proibição

O governo do presidente Ferdinand Marcos Jr. manifestou cautela em relação às propostas de banir completamente o jogo online. A subsecretária de imprensa do Palácio, Claire Castro, afirmou que uma decisão dessa magnitude precisa ser “avaliada com cuidado” para medir o impacto econômico e social.

“Se retirarmos imediatamente o jogo online, os operadores licenciados serão afetados, e precisamos entender se isso reduzirá o apoio que vem sendo oferecido ao país, aos estudantes e aos cidadãos”, disse. “O Presidente não pode agir com precipitação nesse caso.”

Ela acrescentou que é necessário identificar a origem do problema da dependência em jogos antes de tomar qualquer decisão de política pública.“Precisamos saber onde está a raiz — se está na licença, no aplicativo ou nas operações ilegais. É preciso entender de onde vem o vício da nossa população”, completou.

Senado busca proibição; líderes do setor alertam para riscos

Os senadores Pia Cayetano, Allan Cayetano e Joel Villanueva apresentaram projetos de lei para proibir o jogo online, citando riscos de dependência e impactos sociais. A consultora do setor Marie Antonette Quiogue, fundadora da Arden Consult, alertou que proibir a atividade pode empurrá-la para a clandestinidade. Ela reforçou que “o verdadeiro inimigo é o jogo ilegal — operações que driblam a regulamentação, não pagam impostos e não oferecem proteção ao jogador”. Como alternativa, propôs medidas de fiscalização mais duras, como bloqueio de sites, apreensão de domínios e regras mais rigorosas para afiliados e influenciadores.

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