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Licença de Jogos de Nevis inaugura nova era na regulamentação global do iGaming

David Gravel
Escrito por David Gravel

A nova Licença de Jogos de Nevis foi aprovada recentemente, sem alarde. Nada de debates transmitidos ao vivo. Nenhuma campanha de pré-lançamento. Mas, segundo seus idealizadores, essa lei aprovada discretamente pode marcar uma das maiores mudanças regulatórias do iGaming global em 2025.

Com a regulamentação completa prevista para ser finalizada até 1º de julho, o processo de onboarding deve começar logo após a publicação das regras. A pergunta já não é mais se Nevis pode licenciar cassinos online ou sites de apostas esportivas. A verdadeira questão é se o país conseguirá construir uma relação de confiança duradoura em um setor onde a força regulatória determina tanto a reputação quanto as receitas.

O que a Licença de Jogos de Nevis oferece

O projeto de lei “Nevis Online Gaming Bill 2025” foi oficialmente aprovado pela Assembleia da Ilha de Nevis em 29 de abril de 2025. Proposto pelo Premier Mark A. G. Brantley, que também acumula o cargo de Ministro das Finanças na Administração da Ilha de Nevis, o texto tem como objetivo diversificar a economia local, gerar receitas sustentáveis e promover o jogo responsável.

Nevis não se limitou a aprovar uma nova lei. Criou uma autoridade reguladora. Esse novo órgão será responsável por decidir quem recebe licenças, quem passa por auditorias e quem será excluído do mercado. Entre os principais pontos da regulamentação estão:

  • Medidas rigorosas de combate à lavagem de dinheiro (AML) e financiamento ao terrorismo (CFT);
  • Regras de proteção de dados e segurança dos jogadores;
  • Proibição de sublicenciamento: o detentor da licença terá controle total sobre as operações;
  • Licenças disponíveis tanto para empresas B2C quanto B2B;
  • Limite de dois domínios por licença;
  • Estrutura jurídica baseada no common law, alinhada ao modelo do Reino Unido.

A Licença de Jogos de Nevis cobre uma ampla variedade de operações, incluindo cassino, pôquer, apostas esportivas, loterias, jogos de habilidade, programas de afiliados e plataformas B2B. Segundo as autoridades locais, a meta é oferecer um ambiente seguro e estruturado para operadores internacionais, ao mesmo tempo em que os nevisianos se beneficiam diretamente do impacto econômico.

Primeiras impressões de um especialista em Licenciamento de Nevis

Embora o governo de Nevis ainda não tenha concedido entrevistas oficiais, parceiros estratégicos já começam a comentar a resposta do mercado. Cofundador e CEO da GBO – empresa especializada em licenciamento, serviços bancários e abertura de empresas para negócios de iGaming e fintech –, Gilad Oren é hoje um dos maiores especialistas em regulamentação de jogos e referência quando o assunto é a nova licença de Nevis. Com amplo conhecimento do setor e forte rede de contatos em mercados globais, ele orienta operadores e provedores de plataformas sobre como entrar e crescer estrategicamente dentro do novo regime de Nevis.

“O aspecto mais gratificante de trabalhar com a Licença de Jogos de Nevis tem sido ajudar os operadores a entender como esse novo marco regulatório se encaixa no cenário global de jogos em constante evolução”, afirma Oren.

“Para quem trabalha de perto com empreendedores do setor de jogos, provedores de plataforma e equipes de serviços corporativos, está claro que há uma grande demanda por uma licença moderna, flexível e orientada para os negócios, com padrão de mercado internacional.”

Oren também destacou que o sucesso da nova licença dependerá, em grande parte, da qualidade do processo educativo e da execução.

“O grande desafio – e também a oportunidade – está na educação do mercado. Muitos operadores ainda fazem comparações entre jurisdições com base em premissas ultrapassadas. Nosso papel tem sido mostrar como Nevis está oferecendo uma alternativa séria, estruturada e alinhada com as exigências internacionais de compliance, mas com espaço para inovação.”

Confiança, FATF e a reputação offshore

Enquanto a União Europeia debate o futuro do reconhecimento de licenças por meio do Projeto de Lei 55 de Malta, Nevis segue um caminho diferente, buscando construir credibilidade regulatória do zero, sem depender de acordos de reconhecimento mútuo.

O Caribe, de modo geral, sempre esteve no radar dos reguladores financeiros globais, e Saint Kitts e Nevis já enfrentaram escrutínio em avaliações anteriores da Força-Tarefa de Ação Financeira (FATF). Em um cenário de iGaming cada vez mais pautado por transparência e acesso bancário, Nevis precisará enfrentar de forma proativa os desafios relacionados à confiança se quiser competir com hubs de licenciamento mais consolidados.

Ao contrário do modelo histórico de Curaçao – que recentemente passou por uma ampla reforma –, Nevis partiu do zero. A decisão de proibir sublicenciamento e limitar o número de domínios por licença parece ser uma estratégia deliberada para reduzir riscos reputacionais. Enquanto Curaçao segue ajustando seu arcabouço regulatório, com prazos recentes para cumprimento das normas AML/CFT pelos operadores de jogos, Nevis busca implementar esses requisitos desde o início.

Porém, o marco regulatório completo ainda não foi divulgado. Embora o texto da lei dê o tom legislativo, os detalhes das regulamentações e as diretrizes operacionais da nova Autoridade de Jogos ainda estão sendo finalizados. Por enquanto, revendedores e consultores adotam um discurso cauteloso, equilibrando promoção e prudência.

O que diferencia Nevis?

Apesar do cronograma regulatório, o interesse inicial tem sido alto. Segundo Gilad Oren, a demanda não vem do chamado “Velho Oeste cripto”, mas sim de operadores sérios em busca de flexibilidade estratégica sem o excesso de burocracia.

“Estamos recebendo muito interesse de empresas emergentes e de médio a grande porte em toda a Ásia, Europa e América Latina”, afirma Oren.

“São operadores que buscam clareza, acessibilidade e credibilidade – sem as barreiras burocráticas excessivas encontradas em jurisdições de licenciamento mais antigas. Nevis tem chamado especialmente a atenção de marcas novas, afiliados que desejam escalar sob um regime mais ágil e grandes operadores com atuação em múltiplos mercados internacionais.”

Gilad Oren – Cofundador e CEO da GBO.

Oren acrescenta:

“A licença oferece um caminho de compliance claro e direto, com autoridades regulatórias que têm se mostrado acessíveis. Para start-ups e operadores em fase de expansão que valorizam eficiência e transparência, Nevis está rapidamente se tornando uma das escolhas mais estratégicas do mercado.”

Essa proposta posiciona Nevis no patamar das jurisdições de alto nível, mais comparável em termos de profundidade regulatória à Ilha de Man ou a Malta, do que a modelos mais flexíveis como os vistos em licenças emergentes, incluindo a de Curaçao. No entanto, tudo vai depender de como Nevis conduzirá o processo com os primeiros candidatos e da seriedade com que aplicará os padrões exigidos após o lançamento.

Nevis fez o suficiente para ser levada a sério?

At this stage, Nevis is not claiming to replace Malta or Gibraltar. However, it aims to offer an operator-first jurisdiction that strikes a balance between regulatory credibility, speed, and affordability.

The absence of political voices, including the Premier, suggests a cautious approach to public messaging likely tied to the finalisation of regulations and international optics. That caution may be wise: with competitors watching and banks assessing, Nevis must prove that its licence means more than just paperwork.

For now, early stakeholders, such as Gilad Oren, are helping drive awareness and interest. But the industry will need more than good legislation. It will demand real-world governance. If the Nevis gaming licence can deliver both, it may well emerge as one of 2025’s most crucial new licensing stories.

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