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IA deve transformar as apostas esportivas, afirma CEO da SSTrader

News Team
Escrito por News Team
Traduzido por Thawanny de Carvalho Rodrigues

A indústria de apostas esportivas está avançando rumo à automação completa, e a inteligência artificial (IA) deve assumir um papel cada vez mais central na transformação do mercado. Em entrevista à SiGMA News, Boris Chaikin, CEO da SSTrader — fornecedora de infraestrutura de IA para o setor — explicou como a automação já começa a remodelar tanto a experiência do apostador quanto o lado operacional das casas de apostas.

O mercado de apostas esportivas impulsionado por IA deve atingir US$ 29,7 bilhões até 2032.  Chaikin resume: “As apostas esportivas já foram um setor altamente tecnológico nos últimos 25 anos, desde o início do jogo online. Não surpreende, portanto, que estejamos buscando rapidamente formas de adotar a IA e explorar vantagens dessa tecnologia — para operadores, jogadores e outros públicos envolvidos.”

Segundo ele, a crescente variedade de mercados e eventos de apostas criou a necessidade de ferramentas mais sofisticadas. “O crescimento exponencial das opções de apostas, dos padrões e dos eventos exige constantemente tecnologias melhores e mais rápidas para análise, modelos preditivos e execução de apostas. Com a Palms Bet, estamos mostrando como a IA pode sair da teoria e se tornar realidade de mercado — apostadores reais já estão experimentando insights personalizados em tempo real”, disse, em referência à parceria da SSTrader com a casa de apostas búlgara que lançou a primeira plataforma 100% movida por IA no mundo.

Personalização e automação

Um dos maiores desafios atuais, segundo Chaikin, é entregar experiências realmente personalizadas: “Você tocou no ponto certo — os clientes finais sentem falta da personalização nas apostas esportivas, algo a que já estão acostumados em outras atividades online, como buscas e redes sociais. As plataformas de apostas parecem estar atrasadas nesse aspecto, e é exatamente aí que conseguimos avançar com nossos modelos internos e tecnologia de IA.”

Ele acredita que a automação deve, em breve, cobrir uma parte significativa das operações. “A IA pode apoiar diversas áreas: precificação de odds, gestão de risco, mercados turbinados, sugestões de apostas, entre outros. Grande parte dessa tecnologia ainda é nova, mas espero que, nos próximos anos, ela impacte entre 30% e 40% das operações.” 

A empresa já trabalha em uma camada de IA voltada ao cliente: uma interface capaz de fornecer análises, previsões e recomendações de apostas 24 horas por dia, com base em métricas próprias de machine learning, como gols esperados, força ofensiva e defensiva.

Chaikin ressalta que os ganhos vão além do engajamento: “Para os operadores, os benefícios são igualmente relevantes — a IA não apenas aumenta engajamento e retenção ao oferecer uma jornada personalizada de apostas, mas também melhora a eficiência interna. O próximo passo será apresentar player props gerados por IA, além de ferramentas de gestão de risco e precificação para o back office das plataformas de apostas.”

Precisão e riscos

Questionado sobre a diferença entre previsões feitas por IA e métodos tradicionais, Chaikin destacou a objetividade da tecnologia: “A IA não tem sentimentos, não se importa com preferências — é fria como gelo. O poder do machine learning aliado à IA é imenso: velocidade e profundidade sem rivais, enquanto a precisão melhora constantemente graças aos mecanismos de autoaprendizagem. É como Newton, Einstein e Hawking com esteroides.”

Ainda assim, ele reconhece as limitações: “Apesar de ser um entusiasta, é preciso admitir que a tecnologia ainda é recente e não totalmente refinada. Todos conhecemos o problema das alucinações (que conseguimos reduzir drasticamente na SSTrader), e ainda temos muito a explorar, tanto em potencial quanto em riscos. Neste estágio, não deixaria nada sem supervisão.”

Chaikin acredita que a fiscalização regulatória vai se intensificar: “Ainda estamos a alguns passos da automação total de todos os processos. Espero que os reguladores se envolvam seriamente quando a automação atingir funções centrais de trading — provavelmente em dois ou três anos.”

Apostando o futuro na infraestrutura de IA

A SSTrader nasceu justamente da convicção de que a inteligência artificial transformará as apostas esportivas. Sua mais recente integração com a Altenar, plataforma que atende centenas de plataformas de apostas em todo o mundo, reforça essa visão.

“A Altenar mais uma vez demonstrou seu apetite e instinto para inovação! Essa integração os coloca um passo à frente de outros fornecedores, embora nossa infraestrutura e produtos de IA estejam disponíveis para qualquer operador ou concorrente.”

Chaikin rejeita a ideia de que a personalização com IA seja relevante apenas para empresas menores: “Por que só para as pequenas? Acredito que a personalização movida por IA é indispensável, e quem adotar lentamente estará apostando o futuro do próprio negócio.”

Automação total no horizonte

Para Chaikin, os próximos cinco anos serão decisivos: “Agora podemos falar em automação total. Em cinco anos, acredito que veremos plataformas de apostas realmente sólidas, totalmente automatizadas e extremamente personalizadas.”

Segundo ele, o futuro vai além das ferramentas preditivas: “O próximo passo são os player props, a cobertura ampliada de esportes e ligas, além do desenvolvimento de ferramentas de trading e gestão de risco. Não somos uma empresa de produto de ‘caixa-preta’, mas sim um fornecedor de infraestrutura de IA para usos mais amplos. Estou muito curioso para ver o que outros vão construir usando nossos dados e APIs — estamos abertos a colaborações, porque não faz sentido manter essa tecnologia só para nós.”

O impacto dessa mudança, afirma, será profundo tanto para operadores quanto para apostadores: “Isso vai refinar a relação entre casa de apostas e cliente — criando uma base totalmente personalizada, a ponto de cada apostador ter praticamente a sua própria plataforma de apostas. A personalização também pode ser aplicada ao jogo responsável — identificando padrões de risco cedo, adaptando limites mais seguros e incentivando comportamentos de apostas mais saudáveis. A IA não apenas aumenta o engajamento, como também pode reduzir práticas nocivas.”

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